Descubra quais são os passeios imperdíveis em Santo André

Sob o comando do barqueiro Carlindo, 60, a traineira Amazonas desliza suave nas águas azuis escuras do rio João de Tiba mangue adentro. O barulho constante do motor de popa de 18 cavalos da embarcação é a trilha sonora da maior parte do passeio de cerca de três horas. Ao custo de R$ 100 por […]


17 de janeiro de 2019 11:12

Sob o comando do barqueiro Carlindo, 60, a traineira Amazonas desliza suave nas águas azuis escuras do rio João de Tiba mangue adentro. O barulho constante do motor de popa de 18 cavalos da embarcação é a trilha sonora da maior parte do passeio de cerca de três horas. Ao custo de R$ 100 por pessoa (o preço pode variar da baixa para a alta temporada), o turista navega pelas águas doces da região, toma banho em alguns pontos do rio, come frutas já incluídas no pacote e, principalmente, desfruta da companhia e dos casos de Carlindo.

Filho e neto de pescadores, o barqueiro, de corpo esguio e voz mansa, conhece como poucos a região e faz paradas estratégicas para apreciar a paisagem e nadar em meio ao mangue, com ou sem o auxílio de um longa prancha acoplada à traineira. “É engraçado, nunca vi gostar tanto de água como os mineiros”, filosofa Carlindo, após interrogar o Estado de cada um dos seus passageiros.

Segundo ele, apesar do número de peixes nos rios e no mar da região ter diminuído, ainda são a principal fonte de renda de boa parte dos moradores do povoado. “Tainha, principalmente, guaíba, cavalo, robalo e camarões também. Lagosta só os barcos grandes em alto-mar”, acrescenta.

Terra firme. Fora d’água, os passeios de bicicleta ou de carro pela região – em alguns hotéis, como o resort Costa Brasilis, há as duas opções – são destaques da viagem. Vizinhas de Santo André e também pertencentes ao município de Santa Cruz de Cabrália, estão Santo Antônio (8 km de distância) e Gauiú (13 km). Na primeira, há um mirante de mesmo nome com uma enorme estátua do santo ao lado de uma capela e de onde é possível avistar toda a região.

Os dois povoados têm faixas de areias praticamente desertas e possuem pequenos comércios onde pode-se comprar garrafas de até 2 L de óleo de coco “100% natural” e artesanatos e vassouras feitos à base da fibra da piaçava, palmeira abundante na região.

“Toda essa região é incrível. Santo André quer se desfazer dessa fama de ser um bairro de Porto Seguro. A vila tem vida e identidade própria. Está na hora do redescobrimento”, reclama o motorista e também guia local Adílson de Jesus Reis, 46.

Enquanto dirige uma kombi do resort Costa Brasilis, devidamente adaptada para transportar turistas, Adílson apresenta a região, dá dicas de compras de produtos locais e ainda conta histórias sobre o crescimento do lugarejo. “Muitos comerciantes não ligam para a valorização do nosso turismo. Eu, definitivamente, ligo”, afirma.

Um bar que vale a visita

Na Vila de Guaiú, a 13 km de Santo André, uma das atrações é o restaurante da Maria Nilza. Na beira do mar, a antiga dona de uma pequena barraca hoje é proprietária de um dos melhores estabelecimentos na região.

Decorado de forma rústica, mas amplo e bem aconchegante, o restaurante tem petiscos tradicionais como polvo à vinagrete (R$ 55) e a porção de aipim (R$ 19,50) ou pratos individuais como o bobó de camarão (R$ 40) e o arroz com siri (R$ 38).

O banheiro do estabelecimento, ao ar livre, também é um destaque.

Após a Copa no Brasil, local ficou conhecido como a “Praia da Alemanha”

Fama. Santo André sempre foi um refúgio de veranistas, em especial de paulistas. Mas foi em 2014, quando a seleção alemã se hospedou na vila, o momento de maior fama do lugarejo.

Sorte. Além da projeção internacional, a praia também foi apelidada como “Praia da Alemanha” e vista como um lugar de bons fluidos, pois os alemães partiram dali para a conquista do Mundial.

Paz de espírito. Outra imagem associada à vila é a da tranquilidade. Não à toa, o lugar abriga várias pousadas com centros das mais diversas modalidades de prática de ioga.