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Secretaria da Educação do Estado promove formação para professores indígenas do Sul e extremo Sul


SANTA CRUZ CABRÁLIA – A Secretaria da Educação do Estado está promovendo uma série de formações para educadores indígenas das etnias Pataxó, Pataxó-Hãhãhãe e Tupinambá nas regiões Sul e extremo Sul. O objetivo é discutir temáticas como Planejamento Interdisciplinar, Metodologias de Ensino da Língua Indígena, Educação Inclusiva e Sociabilidades Infanto-juvenis na perspectiva das reflexões dos conhecimentos, saberes, práticas e artes indígenas. A rede estadual de ensino tem 27 escolas indígenas, distribuídas em 15 municípios. São 6.757 estudantes indígenas matriculados, de 130 comunidades e de 16 etnias.

Em Coroa Vermelha, no município de Santa Cruz Cabrália, 35 educadores do povo Pataxó participam nestas quarta e quinta-feira (19 e 20), do curso de Atendimento Educacional Especializado. O início do curso foi marcado por saudações indígenas, como a dança do toré. A formação inclui oficinas com as temáticas: Deficiência Visual, Deficiência Intelectual e as Diretrizes para a Educação Inclusiva no Estado da Bahia.  “Este é um momento muito importante na história da Educação na Bahia, pois duas importantes modalidades educacionais estão somando esforços para atender a demandas muito específicas: Educação Inclusiva e Educação Indígena”, ressaltou Patrícia Braille, coordenadora de Educação Inclusiva do Estado.

A programação desta quarta-feira envolve uma oficina de Braile e amanhã, os professores passarão o dia com duas especialistas, Selenita Amorim e Emilia Garcia, que tirarão dúvidas sobre situações vivenciadas pelos educadores com estudantes com deficiência. A partir disso, serão discutidas as Diretrizes para a Educação Inclusiva, com as orientações para o Atendimento Educacional Especializado.

A professora Rosenete Pereira, da Escola Pataxó de Coroa Vermelha, falou sobre a formação. “Há muito tempo nós almejávamos este curso que nos prepara para uma maior compreensão do público-alvo da Educação Inclusiva. Este aprendizado vai possibilitar que possamos fazer um bom trabalho com nossos alunos e, também, multiplicar o conhecimento com outros educadores da escola”, contou.

Ainda no mesmo município acontece paralelamente, nesta quarta-feira, o último dia do III módulo da formação dos Saberes Indígenas, no Instituto Federal da Bahia (IFBA). O encontro, de três dias, conta com 50 professores dos povos Pataxó, Pataxó-Hãhãhãe e Tupinambá, e tem a proposta de planejar as formações que serão aplicadas nas aldeias. “Nesses módulos são discutidos diversos assuntos relacionados à Educação e à luta dos povos indígenas”, explicou a coordenadora de Educação Escolar Indígena do Estado, Larissa Raiara.

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