Sob pressão, ministério desiste de extinguir secretaria de Saúde Indígena

Órgão seria extinto, segundo a nova estrutura da pasta, ainda em estudo. Lideranças indígenas enxergavam retrocesso na medida


29 de março de 2019 09:14

SÃO PAULO – Durante reunião com lideranças indígenas nesta quinta-feira (28), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, decidiu que a pasta manterá a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) na nova estrutura do ministério. Atualmente, cabe a ela administrar os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) que existem no país, e que cuidam do oferecimento de serviços de saúde a essa população. Originalmente, o plano do ministério era extinguir a secretaria: segundo a nova estrutura planejada para a pasta, parte das ações relativas à saúde indígena ficaria à cargo de uma futura secretaria de Atenção Básica. Outras atividades, que fugissem ao escopo da nova secretaria, seriam assumidas por estados e municípios.  A possibilidade do fim da Sesai provocou forte reação do movimento indígena. No começo da tarde de hoje, Mandetta decidiu rever a decisão: 

Manifestação em Coroa Vermelha

— Os índios achavam que a secretaria de saúde indígena tinha que permanecer. O ministério achava que deveria somar à nova Secretaria nacional de Atenção Básica e Indígena. Como os índios entendem que deve permanecer, porque tem uma luta história, porque é simbólico, e porque ali se reforça a sua cultura, a sua identidade, nós vamos manter a secretaria de Saúde Indígena – disse Mandetta ao fim da reunião. A declaração consta em um vídeo divulgado por lideranças indígenas no whatsapp e, horas depois, compartilhado pelo ministério no Twitter.

Fonte: Folha