Sec de Turismo se cala e Santo André diz NÃO ao Réveillon

O movimento intitulado #reveillondavilaNÃO ganhou força com o apoio espontâneo de amigos do povoado como os artistas Marisa Orth e Mateus Solano


3 de dezembro de 2020 12:00

A reportagem no Jornal Nacional na última terça-feira dia 1 de dezembro que trouxe de volta Vila de Santo André e Santa Cruz Cabrália à tela da Globo depois do fatídico 7 X 0 de 2014, causou alvoroço. Tudo por conta de um movimento que acontece no povoado da orla norte aonde empresários e moradores se rebelaram contra a realização do evento intitulado Reveillon da Vila que anunciou em setembro 6 dias de festas para até 600 pessoas/dias. O comunicado feito pelos produtores de eventos, as empresas paulistas FX Talents de Carolina Felix e da MCConnections de Marcelo Campos, até então sem qualquer vínculo com a cidade, caiu nos bons olhos do Secretário de Turismo Marcel Kemps que anunciou como ótima oportunidade de promover a localidade sem se dar conta do perigo do contágio do vírus do Covid 19 na população, a carência no atendimento médico, as determinações do Governador Rui Costa para eventos até 200 pessoas, e o mais agravante : ignorar que a vila não precisa de eventos nos finais do ano pois já tem ocupação certa.

O movimento intitulado #reveillondavilaNÃO ganhou força com o apoio espontâneo de amigos do povoado como os artistas Marisa Orth e Mateus Solano, o figurinista mineiro Ronaldo Fraga e a digital influencer Rafa Brites (mais de 2 milhões de seguidores), que solidários com a causa fizeram vídeos e postaram em suas redes sociais. Diante destes vídeos surgiram outros, de moradores e trabalhadores, que também dizem não, e um abaixo assinado encaminhado ao Ministério Público em forma presencial e digital reunindo mais de 2 mil assinaturas. E como consequência vieram as reportagens em mídia nacional, cadernos de turismo, a coluna Ancelmo Gois no jornal O Globo deu desataque e chamou a atenção da Rede Globo para o Jornal Nacional. O movimento não é encabeçado por uma só pessoa, mas um grupo de moradores antigos e novos, empresários que temem uma contaminação em massa.

A determinação do Governador Rui Costa em manter eventos para apenas 200 pessoas fez com que a vizinha Porto Seguro recuasse o decreto que permitia festas de fim de ano para até 1 mil pessoas. A prefeitura informa que irá seguir os protocolos do Governo do Estado, mas o evento continua a ter ingressos vendidos pela internet e se anuncia para acontecer num terreno de 20 mil m2 que até então não havia qualquer edificação aonde está sendo construído palco e outras estruturas… A mão de obra é local, pessoas que aceitam pagamento como se não houvesse um surto pandêmico. O que se espera é o pulso forte do Governador ou do Prefeito impedindo o evento, para que Santo André não seja o exemplo que Itacaré foi no início da contaminação na Bahia.