Reordenamento da Orla de Coroa Vermelha é pedra no sapato de Agnelo Santos

Distraído com o Tonhão, prefeito deveria começar a pensar em deixar um legado importante para a cidade


7 de junho de 2019 18:21
Vista para o mar foi prejudicada nos últimos anos

No dia 29 de abril, o procurador geral do município de Santa Cruz Cabrália, Loredano Aleixo Jr, em reunião com o IPHAN acordou que no prazo de 90 dias iria apresentar um estudo preliminar de reordenamento de toda Orla de Coroa Vermelha. A reunião teve como objetivo discutir a viabilidade da requalificação do trecho de Faixa Costeira da Orla Urbana e da Orla de Coroa Vermelha e de elaborar uma proposta que deverá se pautar na diminuição da densidade de edificações e padronização das mesmas.

Comemoração dos 500 anos do descobrimento. Paisagem sofreu profundas mudanças nas últimas décadas

O tempo está passando para o governo Agnelo, com todas as secretarias empenhadas e distraídas com mais uma festa milionária – característica em comum dos governos Fraternos, a questão que intriga é: a proposta de reordenamento de Coroa Vermelha precisa ser amplamente discutida com a comunidade local Indigena Pataxó, diretamente afetada por qualquer proposta que parta da prefeitura. Será que algum movimento já foi dado nesse sentido? Vale lembrar que a secretaria de assuntos indígenas junto com a bancada indígena de vereadores será parte importante na mediação desse diálogo.

De acordo com documentos oficiais, por parte da prefeitura de Santa Cruz Cabrália ficou de responsabilidade desenvolver:
Projeto Urbanístico;
Projeto Arquitetônico das Unidades Comerciais;
Memorial Descritivo;
Anuência da Sociedade Indígena Pataxó Organizada;
Projeto Paisagístico e Plano de Recuperação de área Degradada;
Deverá ser eixo norteador da proposta a liberação do “cone de visão” no sentido oeste – leste com objetivo
do restabelecimento da relação do terreiro onde encontra-se o Cruzeiro e o Mar, eliminando quaisquer
obstáculos visuais;

A proposta deve se estender as áreas costeiras adjacentes até o limite com o município de Porto Seguro;
A definição do padrão das edificações e de seu distanciamento deverá ser projetado de acordo com o
resultado do dialogo junto a comunidade Pataxó diretamente impactada pela intervenção e respeitando suas
necessidades;
A proposta deverá antes de ser submetida ao IPHAN, ter anuência da FUNAI e do órgão ambiental
competente.

O tempo está correndo e prefeito tem menos de 2 meses para:
Apresentação do Estudo Preliminar ao IPHAN,
Apresentação do Anteprojeto ao IPHAN, mediante concordância da comunidade local Indígena Pataxó;
Deverão se definidos os limites, trechos e áreas da Orla passiveis ou não de ocupação, de acordo com
Estudos Técnicos e de Estudos de Impacto de Vizinhança;
Deverá ser formado Grupo de Trabalho pela Prefeitura Municipal para encaminhamentos;
Deverá ser levado em consideração para elaboração dos projetos solicitados todos os
projetos de intervenção implantados anteriormente com o foco de tentar, na medida do possível, retornar as
características do projeto implantado anteriormente.

Será que os setores envolvidos com o turismo da região já foram informados? São muitas perguntas sem respostas…

É ver para crer!