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Porto Seguro: Fantástico denúncia máfia dos taxistas em Rodoviárias e aeroportos em varias cidades do Brasil

As cenas, exibidas pelo “Fantástico”, da Rede Globo, no dia 7 de outubro, impressionam. Na Rodoviária Novo Rio, a segunda maior do país, com movimento de 38 mil passageiros por dia, homens armados com pedaços de pau partem para cima de funcionários do terminal. Eram taxistas e motoristas clandestinos revoltados com a implantação de um […]


As cenas, exibidas pelo “Fantástico”, da Rede Globo, no dia 7 de outubro, impressionam. Na Rodoviária Novo Rio, a segunda maior do país, com movimento de 38 mil passageiros por dia, homens armados com pedaços de pau partem para cima de funcionários do terminal. Eram taxistas e motoristas clandestinos revoltados com a implantação de um serviço de carros particulares partindo do local. A confusão só terminou com a chegada da polícia. Numa outra imagem, um taxista e um motorista particular se agridem até saírem ensanguentados. Nada de polícia. Em outro flagrante de desordem, uma passageira com um bebê é assediada no saguão por uma dupla de motoristas. Um segurança rechaça a abordagem, mas é agredido com um soco e atacado posteriormente com um estilete, que, por pouco, não o feriu com gravidade.

Parece inacreditável que essa bagunça aconteça no principal terminal rodoviário da capital fluminense, a maior cidade turística do país. Mas o enredo é ainda mais sórdido. Como mostrou a reportagem, passageiros são vítimas de taxistas inescrupulosos, que cobram tarifas escorchantes. Uma produtora do “Fantástico” se passou por uma turista italiana que queria ir para Copacabana, trajeto que, pela tabela, deveria custar R$ 43. Mesmo tendo tomado um táxi oficial, ao chegar ao destino, o valor cobrado foi de R$ 98. Porém, ao ver o dinheiro na carteira da passageira, o motorista subiu o preço da corrida para R$ 198.

É verdade que essa situação não acontece apenas na Rodoviária Novo Rio. Já houve conflitos violentos entre taxistas e motoristas particulares no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão — hoje existem pontos específicos para aplicativos. E tampouco se restringe ao Rio de Janeiro. A própria reportagem cita casos de pancadaria em terminais rodoviários de Porto Seguro (BA); Fortaleza (CE) e Goiânia (GO).

Mas não se pode admitir que uma cidade que tem no turismo uma de suas principais atividades dê ao visitante esse tipo de cartão de visita. O Rio já sediou duas Copas do Mundo e uma Olimpíada. Portanto, já era para ter resolvido esse problema há muito tempo. No Aeroporto Santos Dumont, encontrou-se uma solução para contemplar taxistas e uberistas. O usuário tem o direito de escolher o que quer. E a concorrência melhora o serviço.

É preciso levar em conta que, para muitos turistas, a rodoviária é a porta de entrada do Rio. E não é possível que eles sejam recebidos por bandidos travestidos de taxistas. Concessionária, prefeitura e Polícia Militar precisam encontrar uma solução para resolver de vez esse problema que mancha a imagem da cidade.

 

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