Pista fechada: Após protesto frente à casa do prefeito, índios voltam a protestar

Segundo os profissionais da educação, são 96 servidores indígenas desamparados.


15 de junho de 2020 09:42

Servidores da educação indígena de Santa Cruz Cabrália, que tiveram os contratos suspensos no mês de maio, fizeram, nesta segunda-feira (15), mais um protesto com faixas, cartazes e fechando o tráfego na BA-001 , eles pediram o retorno dos contratos e algum tipo de assistência por parte da prefeitura neste período de pandemia da Covid-19.

Na sexta-feira (12), eles fizeram um protesto em frente à casa do prefeito do município, Angelo Santos. Conhecido como o decreto da fome, que demitiu centenas de profissionais de educação em meio a uma pandemia. Agnelo, até o momento, não se pronunciou sobre o protesto.

“Seguimos há mais de 2 meses sem nossos rendimentos, muitas vezes precisamos de pedir solidariedade aos amigos e familiares para poder comer.” Trecho da Carta Aberta dos profissionais de educação ao cidadãos de Cabrália.

“Diante de todos empasses, é possível que fiquemos passíveis aguardando resposta? O diálogo sempre foi a porta de entrada e toda qualquer resolução de problemas, mas, por muitas vezes esse diálogo sempre acontece diante de um cansaço de nossas ações.” diz outro trecho.

“Nós profissionais do regime provisório temos que sofrer as humilhações de sempre termo que esperar, como se nosso trabalho fosse de menor valor, nesse momento somos mais uma vez o alvo para a conteção dos gastos, ignorando que somos humanos e temos necessidades básicas, como contas à pagar, precisam se alimentar e filhos para sustentar. Somos tratados com desrespeito.” Disse um profissional da educação.

São 96 servidores indígenas com suas famílias desamparadas e sem a sua renda mensal, não existe uma explicação para tamanho descaso, não existe uma justificativa real para essa suspensão dos contratos.

O secretário de Educação, Iszael Fernandes, disse que não tem como retomar os contratos sem a prestação de serviços, por enquanto. As aulas na cidade pararam ainda no mês de março. O secretário disse ainda que a Secretaria de Assistência Social está analisando uma forma de ajudar esses profissionais.