
A pesquisa teve como objetivos identificar as origens, as rotas de dispersão e a composição do lixo flutuante em dois pontos do litoral baiano: um deles na área de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália e o outro na Ilha de Itaparica. Outras informações buscadas com o estudo foram identificar variações na composição e quantidade do lixo flutuante, examinar como as características costeiras nas duas áreas interferem na distribuição do lixo marinho, Para isso, a equipe realizou saídas a campo para coletar dados mês a mês, buscando mapear, classificar e quantificar os tipos de resíduos encontrados.




Dentre os resultados, os cientistas identificaram que na área de Itaparica, ao todo, foram coletados e catalogados 4123 itens, e na área de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália o total chegou a 1021 itens, com predomínio de material plástico, que somou 90% do lixo encontrado. Vidro e metais foram os materiais menos frequentes. Os recifes de corais funcionam como barreiras que impedem o transporte do lixo flutuante pelas correntes costeiras. Quanto às origens do lixo, as atividades domésticas e turísticas são as maiores fontes detectadas nas áreas focalizadas pelo estudo.

