Operação da PF e da CGU combate fraudes em licitações e desvio de recursos públicos durante a gestão do ex-prefeito Agnelo Santos.

A terça-feira, 22, começou com a Polícia Federal batendo à porta de Santa Cruz Cabrália para investigar suspeitas de irregularidades em contratos e na aplicação de recursos públicos no período entre 2020 e 2024, na gestão do ex-prefeito Agnelo Santos.
A Operação Linha do Tempo tem como objetivo apurar a atuação de investigados suspeitos de associação criminosa voltada à prática de fraudes em licitações, corrupção e desvio de recursos públicos federais vinculados a contratações realizadas pelo município baiano de Santa Cruz Cabrália.
A investigação teve início a partir de análises técnicas da CGU que identificaram indícios de direcionamento de certames, superfaturamento contratual e utilização de empresas para simulação de concorrência em procedimentos licitatórios.
A ação cumpriu13 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia (4 em Santa Cruz Cabrália, 1 em Porto Seguro, 5 em Jaguaquara e 1 em Itabuna) e do Rio Grande do Sul.
A Justiça Federal também autorizou bloqueio e sequestro de R$ 13 milhões em bens e valores.
As apurações envolvem contratos custeados com recursos federais destinados a ações emergenciais, à aquisição de mobiliário e a equipamentos escolares, além da compra de playgrounds para a rede municipal de ensino.
Na época, o atual prefeito Girlei Lage, que era vereador, denunciou possíveis irregularidades em licitações, superfaturamento, corrupção e eventual desvio de dinheiro público. O que antes era tratado como denúncia política agora está sendo apurado por Polícia Federal e Controladoria-Geral da União.


