Educadores de Cabrália fazem paralisação e se reúnem em Sessão na Câmara de Vereadores

Membros da APLB de Santa Cruz Cabrália se reuniram na manhã desta terça-feira, 15/08, na sessão solene da Câmara Municipal de Vereadores para tratar das demandas da categoria e passar para os vereadores a situação atual das negociações entre a classe e o Poder Executivo. A sessão contou com o maior público registrado em 2017, […]


15 de agosto de 2017 17:12

Membros da APLB de Santa Cruz Cabrália se reuniram na manhã desta terça-feira, 15/08, na sessão solene da Câmara Municipal de Vereadores para tratar das demandas da categoria e passar para os vereadores a situação atual das negociações entre a classe e o Poder Executivo.

A sessão contou com o maior público registrado em 2017, de acordo com os vereadores presentes, que aproveitaram a casa cheia para debater a mudança do horário das sessões para o período noturno.

No dia marcado para a paralisação da Educação, o presidente do sindicato, José Feliciano, usou a tribuna e destacou o papel da entidade no cumprimento dos direitos dos professores e demais profissionais da Educação, além da defesa dos direitos dos alunos.

Feliciano falou sobre o motivo da paralisação desta terça-feira, alegando a dificuldade de comunicação com o prefeito Agnelo, que apesar de estar ciente da pauta de reivindicações, até o presente momento não tem cumprido o que manda o Plano de Carreira e o Estatuto do Magistério. Entre as principais exigências da categoria estão o não pagamento do retroativo referente às progressões, mudanças de nível que não estão sendo cumpridas, equiparação dos demais servidores ao percentual de reajuste do Piso, além de alguns professores não estarem recebendo a gratificação por dedicação exclusiva.

“Estamos abertos ao diálogo. Queremos a parceria do gestor, pois a maioria dos professores votaram nele e o mínimo que queremos é conseguir este diálogo e ter nossas reivindicações atendidas”, declarou o presidente.

Ciente do movimento que aconteceria nesta terça-feira, o prefeito convidou a diretoria da APLB para uma reunião na segunda, dia 14. Porém, apesar de ouvir os educadores, não se chegou a um acordo e, após ouvir muitos “nãos”, os sindicalistas receberam uma proposta de pagar apenas os valores das progressões, retroativo a 2016, divididos em vinte parcelas.

O documento foi apresentado em assembleia extraordinária, mas não foi aceito. Todos os presentes foram unânimes em recusar a proposta, principalmente porque, com este parcelamento, congelam-se todas as outras pautas de reivindicação, uma vez que só negociará as progressões de 2017 em diante a partir do final deste parcelamento, além de deixar vago o pagamento de qualquer projeção na carreira que vier a ser apresentado posteriormente.

“Não estamos aqui para exigir nada além do cumprimento da lei. A classe cobra apenas que o Plano de Carreira seja respeitado”, destacou a vice-presidente Graziela.

Ao final da assembleia extraordinária, os professores fizeram uma contraproposta que será encaminhada ao gestor, na qual pedem pagamento imediato em parcela única para os professores que têm até R$ 500,00 a receber e, para os valores maiores, parcelamento no máximo em três vezes.

O documento será protocolado junto ao Poder Executivo e o sindicato marcará uma nova assembleia para tratar dos desdobramentos da negociação.