Clima quente acende alerta para epidemia de Dengue, Zika e Chikungunya

“Desde 2015, não tínhamos um número tão grande de casos de dengue como já alcançamos esse ano. Se continuarmos nesse pico de calor, corremos o risco de termos surtos ou epidemias de doenças transmitidas por mosquitos,” o alerta é do Doutor Celso Granato, médico infectologista do Grupo Fleury, detentor da Diagnoson a+ na Bahia.
Conforme o especialista, o problema é justificado pelo aquecimento global que tem contribuído para uma mudança no perfil de doenças como, dengue, zika e Chikungunya. Ele explica que, “a situação é reflexo da fragilidade dos vetores que sofrem com os efeitos das mudanças da temperatura. E, apesar de não resistirem por muito tempo, as altas temperaturas, os mosquitos se multiplicam rapidamente com o calor, e acabam fazendo mais vítimas”.
Em agosto desse ano, durante seminário EPI-WIN Gerenciando a dengue: “uma epidemia em rápida expansão”, especialistas destacaram que metade da população mundial já estava em risco de dengue, com uma estimativa de 100 a 400 milhões de infecções ocorrendo a cada ano.
O infectologista chama atenção para um cenário preocupante. “Os climatologistas já alertaram para a possibilidade do fenômeno La Niña, em 2024, o que significa dizer que teremos chuvas em longa escala. Com isso, a expectativa é de aumentar, ainda mais, as doenças transmitidas por mosquitos”, ressalta.
Enquanto a Secretária de Saúde do Estado (Sesab), reforça que no período de 1º de janeiro a 11 de novembro de 2023, foram notificados 46.390 casos prováveis de Dengue no estado. No mesmo período de 2022, foram notificados 34.269 casos prováveis, o que representa um aumento de 35,4%.

