Carta de Advertência é considerada tendenciosa por associados da APLB de Cabrália

Implacável com as gestões anteriores e amigável com a gestão atual.


2 de setembro de 2020 14:52

A APLB sindicato divulgou nesta terça-feira, dia 1º/09, um documento intitulado “Carta de Advertência, Repúdio e Reflexões em tempos de Eleições Municipais em Santa Cruz Cabrália/BA”.

Em nome dos profissionais da Educação, o documento cita ex-prefeitos e as lutas históricas da categoria, embates que só tiveram êxito porque, naquele momento, a postura do sindicato foi de ação, coragem e bravura frente às adversidades.

Esta falta de atitude com relação ao governo de Agnelo tem sido cobrada por grande parte dos associados, que cansados da inércia da diretoria, formaram um grupo independente para pautar e organizar manifestações que façam com que o gestor simplesmente cumpra a Lei Nacional do Piso. De acordo com os filiados, o novo grupo é apartidário e se propõe a produzir faixas, mensagens de carro de som, utilizar os meios de comunicação e, possivelmente, dentro dos protocolos de distanciamento, fazer algum tipo de manifestação nas ruas.

A iniciativa causou incômodo à diretoria e o grupo foi acusado de ter propósito político-eleitoral. Poucas horas após a formação do grupo de whatsapp, foi publicada a Carta de Advertência, surpreendendo os profissionais pelo tom notadamente comedido diante da pauta que é tão importante para a classe.

Uma leitura atenta do documento deixou transparecer que o posicionamento político-partidário está presente na própria diretoria da APLB, claramente a favor do atual gestor. O texto não cobra Agnelo com o mesmo tom característico das lutas anteriores. Não destaca as sucessivas quebras de acordo nas negociações. Não cita a tentativa de emplacar um projeto de lei que, em vez do piso, pagaria apenas as perdas inflacionárias. E, finalmente, divide a responsabilidade de Agnelo com a Câmara de Vereadores, que cumpriu sua parte aprovando a Lei do Piso quando esta foi posta em votação.

Dados os fatos, os profissionais que estão reivindicando os direitos da categoria repudiam qualquer tentativa de transformar a luta legítima em uma disputa politiqueira. Basta que Agnelo pague o “merecido reajuste” (como o próprio gestor definiu a demanda da categoria), que todo e qualquer uso político que esteja sendo feito por terceiros cessará.