Cabrália entre as piores cidades no ranking de gestão fiscal

O índice é considerado uma ferramenta de controle social que visa estimular a responsabilidade administrativa, aprimorar a gestão fiscal dos municípios e aperfeiçoar as decisões dos gestores públicos na alocação de recursos.


11 de novembro de 2019 16:15
Cabrália ficou em último em relação as cidades da Costa do Descobrimento

Ocupando a posição 5200º de 5337 cidades analisadas no Brasil e a posição 401º no estado de um total de 417 municípios, ficando atrás de Guaratinga 377º e Belmonte 161º. O levantamento feito para este ano, tendo como base dados econômicos do ano passado, põe Santa Cruz Cabrália na lanterna dos municípios baianos, na pior classificação, no conceito “crítica”, ao analisar a gestão fiscal fica atrás até entre os municípios da Costa do Descobrimento.

Metodologia de pontuação do índice Firjan

Divulgado na sexta-feira (1°), o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) apontou que exatos 265 municípios baianos estão em situação crítica e outros 108 estão categorizados em estado de dificuldade. O dado é resultado de uma compilação de dados feita pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Cabrália obteve ‘crítica’ em todos os quesitos.

Fica evidente que a situação fiscal da cidade se reflete na dependência da prefeitura de repasses e outros recursos. E a população sente isso na prática, com uma precarização dos serviços públicos porque o município não consegue atender a população, seja com urbanismo, com saneamento, infraestrutura, educação ou saúde.

A análise de 2018 não deixa dúvidas de que existem problemas de gestão fiscal: Cabrália tem uma baixa capacidade de geração de receita para financiar a estrutura administrativa da prefeitura, além de alta rigidez do orçamento, o que dificulta um planejamento eficiente e penaliza investimentos. A situação é realmente alarmante, a cidade ficou em ‘crítica’ em todos os quesitos de análise do ranking, com um destaque para a liquidez zerada, índice que verifica a “relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano e os ativos financeiros disponíveis para pagá-los no exercício seguinte”.

Mais informações: Ranking Firjan