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Na defesa do Jogo do bicho deputado Bacelar critica os evangélicos.

“A proibição é que leva ao jogo clandestino, e o jogo clandestino que leva à corrupção, seja qual for a modalidade. Nós queremos modificar esse quadro. Eu diria que o jogo do bicho, ao lado da cachaça e do samba, são as únicas coisas genuinamente brasileiras, é um patrimônio cultural do país também. Ajudou a […]


“A proibição é que leva ao jogo clandestino, e o jogo clandestino que leva à corrupção, seja qual for a modalidade. Nós queremos modificar esse quadro. Eu diria que o jogo do bicho, ao lado da cachaça e do samba, são as únicas coisas genuinamente brasileiras, é um patrimônio cultural do país também. Ajudou a formação desse país. O jogo do bicho tem um papel importante na formação do caráter e da sociedade brasileira”, disse o parlamentar baiano.

Bacelar criticou a rejeição da proposta por parte de colegas que compõem a base do governo Jair Bolsonaro (sem partido), com destaque para a bancada evangélica, que, segundo ele, alimenta o ‘nós contra eles’, ‘os puros contra os maus’, ‘os anjinhos contra os diabinhos’, “Ficam requentando teses e ideias muito antigas e que não ajudam nosso país em nada”. ressaltou.

Questionado a respeito da composição política para aprovação do projeto, que está há 30 anos no parlamento, o legislador afirmou, em tom jocoso, que “de bolsonarismo eu não entendo nada”. Segundo ele, o debate foge às ideologias eleitorais e se centra num tema caro ao Brasil.

“Não é uma questão político-partidária, é uma questão econômica. Vamos aprender com os exemplos dos países desenvolvidos. Não há um país desenvolvido no mundo onde o jogo seja proibido. Em civilizações mais adiantadas do que a nossa, países economicamente mais fortes que o nosso, sociedades mais justas e igualitárias do que a nossa, o jogo é permitido. Na América Latina só Cuba e o Brasil. No G20, apenas no Brasil, na Arábia Saudita e na Indonésia o jogo é proibido. Na Organização Mundial de Turismo, 75% dos países aprovam o jogo”, explicou.

Os principais argumentos de Bacelar para a aprovação do PL são a arrecadação e a geração de empregos. “O que o Brasil está evitando é gerar impostos, empregos. Se legalizarmos o jogo do bicho hoje, dentro de 30 dias 400 mil brasileiros terão suas carteiras de trabalho assinadas, porque são os apontadores do jogo do bicho. São 400 mil brasileiros que não têm acesso aos benefícios trabalhistas porque atuam numa atividade considerada contravenção”, ponderou.

O grupo de trabalho foi criado  pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), no início do mês, e coordenado por Bacelar tem como objetivo elaborar um novo texto sobre o tema.

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