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Municípios baianos precisam levar vacina em povoados até 220 km distantes da sede

Equipes de saúde enfrentam estradas esburacadas e atravessam rio para vacinar população; veja vídeo


Enquanto os 417 municípios baianos sofrem com a chegada das vacinas contra a covid-19 a conta gotas, há outros que vivem ainda outro desafio para vacinar suas populações. Por conta da grande extensão territorial, equipes da saúde precisam fazer deslocamentos de até 220 quilômetros entre a sede e alguns povoados para garantir a imunização dos moradores. É quase a distância entre Salvador e Amargosa, no Recôncavo, indo pela BR. Os vacinadores enfrentam estrada esburacada, atravessam o rio por pinguela – aquela ponte de madeira estreita – ou até a pé mesmo, se o rio estiver cheio. Isso sem contar com eventuais chuvas e o cuidado de não deixar as doses saíram da temperatura adequada ou perderem a validade, de 6 horas após abertos os frascos.  

Sento Sé, no Vale do São Francisco, é o município que tem a terceira maior extensão territorial da Bahia (11.980,17 km²), atrás somente de Formosa do Rio Preto e São Desidério. A cidade é maior em área do que países como a Jamaica, Kosovo e Catar, por exemplo. Para chegar a determinadas comunidades – as chamadas ilhas – são 220 quilômetros de estrada, atravessando rio e levando as doses da vacina apoiado nos ombros. Nessas localidades longe da sede – são 32 no total – a equipe de vacinação precisa ficar três dias para achar os moradores. 

É aí que o corre-corre começa. “Cada lugar desse são três dias [de vacinação], o acesso é difícil demais, a gente gasta muito tempo porque, além de ser longe, a estrada é ruim e as pessoas moram distantes uma das outras. Nas ilhas, tem casa do outro lado do rio e a gente termina ficando, a maioria das vezes, até 22h na rua para não perder a dose. Quando abre o frasco, a gente tem que se virar para não deixar passar o prazo de validade. Você roda muito para vacinar pouco”, conta um dos motoristas que leva a equipe de vacinação, João Jatobá, 51. A dormida, quando não conseguem “achar uma casinha”, é na caminhonete mesmo. “É muito difícil, tem que ter muita coragem e vontade”, diz o motorista. 

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