Com dificuldade para contratar médicos, prefeituras baianas pedem auxílio de cubanos

Com dificuldade para preencher vagas com médicos brasileiros, municípios baianos cobram do governo federal a possibilidade de contratar profissionais cubanos para reforçar o atendimento de casos de coronavírus no estado. Até então, a pandemia está restrita a Salvador, Feira de Santana, Prado, Porto Seguro, Lauro de Freitas e Itabuna, segundo a Secretaria de Saúde da Bahia […]


20 de março de 2020 09:21
Foto: John Moore | Getty Images North America | AFP

Com dificuldade para preencher vagas com médicos brasileiros, municípios baianos cobram do governo federal a possibilidade de contratar profissionais cubanos para reforçar o atendimento de casos de coronavírus no estado.

Até então, a pandemia está restrita a Salvador, Feira de Santana, Prado, Porto Seguro, Lauro de Freitas e Itabuna, segundo a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), mas a previsão das autoridades é de que se espalhe pelo interior. Secretário de Saúde de um grande município baiano, que não quis se identificar, disse ao A TARDE que o reforço dos cubanos “seria uma grande ajuda nesse processo”.

O governo federal já sinalizou a possibilidade de contratar os cubanos que continuam no país, mas a presidente do Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosems), Stela Souza, cobra celeridade. “Esses médicos são muito importantes porque os que temos não vão dar conta”, afirma.

Presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro critica o comportamento de médicos brasileiros que atuam no enfrentamento à Covid-19. Prefeito de Bom Jesus da Lapa, ele conta ter se deparado com um profissional que não quis atender uma ocorrência suspeita da doença. “Imagina quando o vírus chegar, não vão nem encostar nos pacientes”, ironiza ele, que também defende a volta dos cubanos.

O secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, diz que a rede estadual não está tendo dificuldades para contratar médicos para reforçar o atendimento. Ele estima que um excedente entre 100 e 150 profissionais atuará nos 140 novos leitos de UTI que o estado montará para pacientes em situação mais grave. Eles ficarão concentrados em hospitais em Salvador, principalmente na unidade montada pelo governo estadual no antigo Hospital Espanhol.

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